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 Fernanda Abreu fala de This is it para o GLOBO

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byanca jackson
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MensagemAssunto: Fernanda Abreu fala de This is it para o GLOBO   15th Novembro 2009, 23:40

Publicado hoje no segundo caderno, não sei se todos irão gostar,eu gostei muito.




É ISSO AÍ

Fã de Michael Jackson desfila razões para correr ao cinema e assistir ao documentário sobre o Rei do Pop.

Fernanda Abreu

Especial para O GLOBO



Fui convidada pelo GLOBO escrever uma crítica sobre “This is it –
O filme”, que estreou na última quarta-feira nos cinemas do mundo todo.
Porém, como faço parte do grupo de devotos de Michael Jackson, fica
difícil ter um senso crítico e analisar friamente o produto em questão.
Então, quem não for fã de MJ, é melhor nem começar a ler este texto.

Quando ganhei a minha primeira mesada aos 9 anos de idade (início
dos anos 70), corri para uma loja de discos e comprei o compacto dos
Jackson 5. Passei dias em frente ao espelho cantando “ABC” e tentando
reproduzir os passos de dança daquele menino quase da minha idade.
Décadas se passaram e, por ser contemporânea desse menino, tive a sorte
de acompanhar sua carreira ao longo desses anos e a chance de vê-lo ao
vivo quando se apresentou em São Paulo em 1993.

Assim como uma legião de fãs, também fiquei arrasada com a sua
inesperada e trágica morte em junho deste ano e, inconformada, tentava
arranjar explicações de por que MJ teria morrido alguns dias antes da
derradeira turnê. Fiquei me perguntando se ele não teria morrido por
estar sobre forte pressão interna e externa devido à estréia de seu
novo show, já que ele estava ausente dos palcos há dez anos e – pior –
presente nos tribunais e páginas policiais. Ficava conjecturando como
MJ, um ser humano tão estranhamente sensível, estaria suportando aquilo
tudo? Como conseguiria fazer todos aqueles shows se o víamos em cadeira
de rodas ou hospitalizado com problemas no pulmão e no coração? Será
que teria forças para cantar e dançar aos 50 anos? Será que iria mesmo
realizar a tal turnê de 50 shows em Londres com ingressos esgotados ou
iria cancelá-la? Será que estaria mesmo decadente e por isso não
agüentou a barra?


Quase todo o longa se concentra no que acontece no palco


Quando soube do lançamento do filme “This is it”, documentário sobre os
últimos ensaios da turnê homônima, achei que encontraria a resposta,
mas aí saí do cinema ainda mais confusa e com apenas uma certeza: MJ é,
de verdade, um artista genial e apresentaria para o mundo um show
extraordinariamente pop!

O diretor do filme e do show, Kenny Ortega, resume nos 102 minutos
as mais de cem horas de gravações dos ensaios. Um registro a princípio
para acervo pessoal de MJ, mas, quem sabe?, não seria também utilizado
nos extras/making of de um futuro DVD da turnê? Não sei se por opção do
diretor ou limites impostos a ele (talvez pelo próprio Michael), o
filme foge das cenas de backstage ou fake reality, onde astros aparecem
como gente comum em cenas cotidianas. Ele se concentra 90% em cima do
palco. Ponto para o filme! Até porque...será que existe cena comum
cotidiana com MJ? Afinal, até nos ensaios ele está com aquelas roupas
de gosto duvidoso e aquela máscara/maquiagem de MJ!

O filme mostra que ele faria uma superprodução. Ele faria sua
última turnê, o show que ficaria registrado na memória do mundo pop com
tudo que o pop americano representa. Para o bem e para o mal.

Como ele mesmo diz no filme: “Quero impressionar o público como
nunca fazer um show como jamais se viu antes”, ou seja, ele queria
fazer um supermegamaxiplus-power-show e quase conseguiu!

Como um menino mimado, cheio de idéias mirabolantes, ele sabe a
fórmula e tem dinheiro para realizá-las. A diferença é que sua equipe,
além de competentíssima, é verdadeiramente fã do astro, tornando as
coisas mais amorosas.

Vamos ao show propriamente dito: a escolha do repertório é
perfeita, e os arranjos, fiéis aos originais na essência, são
executados por uma banda impecável e precisa (não exijam de MJ novos
arranjos com roupagens modernosas). Coreografias vigorosas são
executadas por bailarinos-fãs que passaram por uma audição boa de se
ver (aliás, não conheço um bailarino ou dançarino sequer que não seja
fã de MJ). A impressionante cenografia tem de tudo: palco com rampas
elevadiças, robô/boneco de onde MJ “nasce” no início do show, imenso
esqueleto de arranha-céu nova-iorquino onde bailarinos dançam, fogos de
artifício, efeito de fogo que percorre o fundo do palco atrás da
gigantesca tela de projeção, grua para MJ chegar perto da multidão,
aranha gigante, efeitos de fantasmas que voam, uma retroescavadeira que
avança pelo palco e por aí vai.

E ainda podemos saborear as cenas das filmagens em chroma-key
feitas em estúdio especialmente para serem projetadas nessa tela
gigante, como uma em que MJ contracena com Rita Rayworth e Humphrey
Bogart (em “Smooth criminal”) ou outra, para a música “They don’t care
about us” em que dez bailarinos são multiplicados por meio de
computação gráfica, transformando-se em milhares. Algumas idéias nem
são especialmente originais, mas produzem um ótimo efeito num show como
este.

Mas o mais impressionante e emocionante é mesmo MJ! O que se vê é
MJ totalmente em forma nos seus 50 anos, tendo a ousadia de reproduzir
todas as coreografias originais (inclusive as do Jackson 5) e cantando
de verdade (sem samples, playbacks de back-ground ou outros artifícios
usados pelos novos ícones do pop – ou como gosta nossa amiga Madoana),
entusiasmado e – por que não dizer? – excitado com seu novo show!


Imperfeições do Rei do Pop, como desafinos, são mostradas na tela


O filme mostra o quanto ele é perfeccionista e detalhista (Ufa! Ainda
existem artistas assim!) acompanhando todas as etapas da produção do
show. O que surpreende é que gente assim costuma ser chata e arrogante,
e ele se mostra amoroso e extremamente educado com sua banda, sua
equipe e com todos os envolvidos na produção que têm (que inveja!) o
privilégio de estar ao lado do Rei do Pop. Adorei quando ele reclama
(de alguma coisa ou alguém) e emenda com um suave “for love”, ou seja,
esporro, mas com amor!

Adorei os momentos em que o filme mostra propositadamente MJ nas
suas imperfeições, como quando desafina, quando erra ou quando
justifica o porquê de não querer soltar a voz. A sensação é a de que MJ
é um cara muito frágil e, ao mesmo tempo, muito forte e seguro.

A gente sai do filme com a impressão de que ele não tem idade
definida, nem sexo definido e nem cor definida, ou seja, é praticamente
de outro planeta. Mas isso não tem a menor importância porque o que
fica impresso é o seu carisma e o seu talento incomparável!

Kenny Ortega fez um filme simples e emocionante que em nenhum momento apela ou resvala na pieguice.

São 102 minutos de performance de palco desse gênero que deixa a própria equipe boquiaberta. Imagina o público!

Se você é fã de MJ como eu, corra para o cinema antes que acabe!
This Is It!





















fonte: reidopop.com

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